Se o poeta te escrevesse, o faria com letras de macarrão não sou poeta – posso cozinhar (devias ver, minha cozinha) neste poema, em minha vida falta uma letra, uma letra somente. txai! pedaço de mim, tua presença, caetanear, beleza que o sol te deu. da terra cresceu. uma letra nuvem, rio, fruta repartida… entreContinuar lendo “C.”
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economia política um
INGREDIENTES 3 ½ xícaras (chá) de farinha de trigo 1 ⅓ de xícara (chá) de água1 colher (sopa) de fermento biológico seco (cerca de 10 g)2 colheres (chá) de salfarinha de trigo para polvilhar a bancadaazeite para untar a tigelaágua para borrifar os pães uma receita é mais que um poema, no fim tens peloContinuar lendo “economia política um”
Ao meu futuro Eu, ou à sua absoluta Destruição #
Sob um manto de nuvens frescasmolhadas. Costuro em linhas tortasmais um poema. Sinto-me agoraconstipado. Incapaz. De escritas sinceras, ou espontâneasainda que arranjadas em letrasdisformes. Não representam nada que sou,nem o que sinto ou o que vejo dizersequer captura a imagem de ser. De ser triste ou feliz que seja,palavras do alambique onde sediz coisas àContinuar lendo “Ao meu futuro Eu, ou à sua absoluta Destruição #”
Sóis e sombras
já que não podemos o toquevenha ao menos me beijarpara sanar necessidadesde contemplação e assimfazer zerar corpo-a-corpotoda essa angústia de sexo, de gozo, de amor será que ainda sei pegaro fruto dessa árvore com minhaspróprias mãos imundas? Sujas do mundo. será que ainda posso me banharno mar, no lago… na piscina? Ainda existe isso deContinuar lendo “Sóis e sombras”
o limiar
o limiar – – o entre aquieagora a abelha pousou no poesia no mar mel, a forma transforma ondulação Continuar lendo “o limiar”
El andariego
Nada como olhar direto na cara do silêncio! E de lá verBrotando imaginações oceânico-molusco. Imagem e ação. É como seO silêncio, por si só, não fosseo suficiente – e portanto cabe aLinguagem como signo-açãoSilenciar o silêncio Dei o cu pro solÉ como se disso fossebrotar algo.As palavras seduzem e cansam…Haja similitude e possibilidades de signos.
História de um natimorto
Já fui rico e já fui pobreNesse meio tempoFui homem e mulherNinfa e prostitutas,Habitei os cantos mais remotose incongruentes do planetaVisitei pinguinsEm outros momentos, troquei até de espécie Já fui cão e já fui gatoInclusive já fui chamado de cachorroEntre outros mamíferosTenho lembranças doFilo annelidaSempre fui bomE me deparei com cuidados para decomporE destruir: nuncaContinuar lendo “História de um natimorto”
parajanov
ParajanovPoeta dos deuses causaisVinde, o leste europeu causar-me repulsaDono dos amores morais, encontros mais casuais Causa espasmos, querido companheiro,suas belezas precárias donas belas sociaisparceiras de casos mortais.Pra você é apenas sentimentos, interiores portanto,questão de profundidade.Pra mim é belo, penetrante mortal,me assusta o quanto és real.Cortes na imagem profunda,estática colorida. Morte * Você é fogosua roupaContinuar lendo “parajanov”