História de um natimorto

Já fui rico e já fui pobreNesse meio tempoFui homem e mulherNinfa e prostitutas,Habitei os cantos mais remotose incongruentes do planetaVisitei pinguinsEm outros momentos, troquei até de espécie Já fui cão e já fui gatoInclusive já fui chamado de cachorroEntre outros mamíferosTenho lembranças doFilo annelidaSempre fui bomE me deparei com cuidados para decomporE destruir: nuncaContinuar lendo “História de um natimorto”

assassínio em linhas tortas

Escrevia mal, argumentava o professor na folha de redação despedaçada por ponta de caneta vermelha. Faltava coesão, coerência textual! o aluno pulava as alcachofras da escrita, não eram sóbrias as linhas traçadas pelo coração do estudante (é necessário escrever em linhas retas calibradas segundo arquitetura erudita). Ai da civilização ocidental se as linhas fossem tortas,Continuar lendo “assassínio em linhas tortas”

parajanov

ParajanovPoeta dos deuses causaisVinde, o leste europeu causar-me repulsaDono dos amores morais, encontros mais casuais Causa espasmos, querido companheiro,suas belezas precárias donas belas sociaisparceiras de casos mortais.Pra você é apenas sentimentos, interiores portanto,questão de profundidade.Pra mim é belo, penetrante mortal,me assusta o quanto és real.Cortes na imagem profunda,estática colorida. Morte * Você é fogosua roupaContinuar lendo “parajanov”

conceito sob pele

Talvez há de se buscar um conceito, provavelmente há de se mostrar algo através de uma delimitação branda do espaço que se configura assim para que se possa ir além, além as palavras tomam para si o corpo dos significados dos conceitos. — Ele acordou ao meio dia com o impulso agitado de se aprontar,Continuar lendo “conceito sob pele”

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