Se o poeta te escrevesse, o faria com letras de macarrão não sou poeta – posso cozinhar (devias ver, minha cozinha) neste poema, em minha vida falta uma letra, uma letra somente. txai! pedaço de mim, tua presença, caetanear, beleza que o sol te deu. da terra cresceu. uma letra nuvem, rio, fruta repartida… entreContinuar lendo “C.”
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economia política um
INGREDIENTES 3 ½ xícaras (chá) de farinha de trigo 1 ⅓ de xícara (chá) de água1 colher (sopa) de fermento biológico seco (cerca de 10 g)2 colheres (chá) de salfarinha de trigo para polvilhar a bancadaazeite para untar a tigelaágua para borrifar os pães uma receita é mais que um poema, no fim tens peloContinuar lendo “economia política um”
Ao meu futuro Eu, ou à sua absoluta Destruição #
Sob um manto de nuvens frescasmolhadas. Costuro em linhas tortasmais um poema. Sinto-me agoraconstipado. Incapaz. De escritas sinceras, ou espontâneasainda que arranjadas em letrasdisformes. Não representam nada que sou,nem o que sinto ou o que vejo dizersequer captura a imagem de ser. De ser triste ou feliz que seja,palavras do alambique onde sediz coisas àContinuar lendo “Ao meu futuro Eu, ou à sua absoluta Destruição #”
Sóis e sombras
já que não podemos o toquevenha ao menos me beijarpara sanar necessidadesde contemplação e assimfazer zerar corpo-a-corpotoda essa angústia de sexo, de gozo, de amor será que ainda sei pegaro fruto dessa árvore com minhaspróprias mãos imundas? Sujas do mundo. será que ainda posso me banharno mar, no lago… na piscina? Ainda existe isso deContinuar lendo “Sóis e sombras”
Sorry we missed you
Falência, desespero, maus-tratos. O filme nos remete a um mundo de perda total de sentido. A confusão da personagem lembra, a nível psicológico, a personagem de Sennet em a corrosão do caráter. Rico é um trabalhador mais bem-sucedido, ou mais qualificado, que, no entanto, enfrenta um mesmo sentimento de estar perdido. No entanto, diferente deContinuar lendo “Sorry we missed you”
o limiar
o limiar – – o entre aquieagora a abelha pousou no poesia no mar mel, a forma transforma ondulação Continuar lendo “o limiar”
Kafkaesco
Hoje encontrei Kafka, ele me disse sorrindo os homens não pensam não, bobinho. Ele contou que o pai era amoroso e que por isso às vezes violento. Era grande, viril e violento. Franz era tímido, fraco e com vergonha de seus ossos – o que está em ti além dos ossos? A culpa, brincou oContinuar lendo “Kafkaesco”
sobre cores, yin-yang, passivos & afins
hoje a tinta é vermelha, por nenhum motivo especial. ninguém morreu nem sinto raiva. também não pelo pudor estético, nem por severidades daltônicas, das quais não padeço. a questão é, essa tinta é uma dádiva a mim destinada. quase uma cor-nascença. sempre achei que essa cor fosse azul. ou verde, já não me lembro. descobri-aContinuar lendo “sobre cores, yin-yang, passivos & afins”
auto-retrado-aspiano
ninguém sabe nada disso. nem que a parte de maior desgaste e incongruência de mim é o começo dos textos, dos bilhetes e confissões. sou fragmento, desconexão contínuo e estável de um todo maquinal e contorcido. tenho as ideias na cabeça que externaliza-se em necessidade corrente de palavras. a solidão nunca me assustou. tenho tics,Continuar lendo “auto-retrado-aspiano”
El andariego
Nada como olhar direto na cara do silêncio! E de lá verBrotando imaginações oceânico-molusco. Imagem e ação. É como seO silêncio, por si só, não fosseo suficiente – e portanto cabe aLinguagem como signo-açãoSilenciar o silêncio Dei o cu pro solÉ como se disso fossebrotar algo.As palavras seduzem e cansam…Haja similitude e possibilidades de signos.